terça-feira, julho 17, 2012
TROFÉU GREENNATION FEST
Agradeço aos que votaram! Trouxe um troféu Green Nation para casa. Categoria Melhor Roteiro, Júri Popular!
terça-feira, maio 01, 2012
QUESTÕES AMBIENTAIS
Entre os dias 31/05 e 07/06, acontece, na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, a primeira edição do Green Nation Fest. Inscrições abertas até o dia 10 de maio!
O evento tratará das questões ambientais e sustentabilidade.
Eu estou participando com um roteiro sobre a preservação da água no planeta.
Se meu roteiro for escolhido,um vídeo curta metragem será produzido por um diretor da Rede Globo.
Minha obra já foi aprovada e está disponível para votação na internet. Conheça o trabalho e vote. É muito simples, basta fornecer o nome e o e-mail e clicar em "votar".
http://www.greennationfest.com.br/pt/obra/1335/M-rcia-Cristina-Neves-Reis/AMENINA-QUE-N-O-POUPAVA-GUA
O evento tratará das questões ambientais e sustentabilidade.
Eu estou participando com um roteiro sobre a preservação da água no planeta.
Se meu roteiro for escolhido,um vídeo curta metragem será produzido por um diretor da Rede Globo.
Minha obra já foi aprovada e está disponível para votação na internet. Conheça o trabalho e vote. É muito simples, basta fornecer o nome e o e-mail e clicar em "votar".
http://www.greennationfest.com.br/pt/obra/1335/M-rcia-Cristina-Neves-Reis/AMENINA-QUE-N-O-POUPAVA-GUA
domingo, abril 08, 2012
EDUCAÇÃO E MÍDIA
Saiba usar a mídia como aliada no processo de aprendizagem de seus alunos.
Educação e mídia
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ALUNOS AUTORES - PRODUÇÃO DE TEXTOS COLETIVOS
Saiba como incentivar sua turma a produzir histórias. Estimule a oralidade e a criatividade de seus alunos e veja o resultado gratificante, a produção de um livro idealizado por eles.
Produção de texto coletivo
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PROJETOS PEDAGÓGICOS
Você sabe como desenvolver um projeto pedagógico? Aqui você verá algumas dicas que devem ser observadas para que seu projeto seja um sucesso e os resultados esperados possam ser alcançados.
Projetos pedagógicos possíveis
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sexta-feira, abril 06, 2012
SALA DE LEITURA - SALADA DE LEITURAS
O professor de sala de leitura precisa de uma habilidade especial: o poder de seduzir os alunos com os textos literários, fazendo deles leitores apaixonados, daqueles que leem pelo simples prazer de ler.
Quando fui convidada a assumir a função de professora de sala de leitura, fiquei radiante! Livros são e sempre foram minha paixão. Sou dessas que perde horas dentro das livrarias, muitas vezes decidindo quais os títulos que irá levar para casa. Além disso, criar e desenvolver projetos pedagógicos são atividades muito prazerosas para mim. Desde então comecei a inventar mil ideias.
Mas o que eu não contava era com o fato de que teríamos que atender à grade curricular e não apenas oferecer as oficinas e projetos com grupos de alunos. Me deparei então com mais um desafio. Sem me intimidar, muito pelo contrário, encarei como algo positivo. Sabia que o trabalho seria mais intenso, pois preciso dar conta da organização do acervo, empréstimos e projetos sugeridos pela SME. Mas meu lado "sala de aula" se fez presente e eu, muito a vontade comecei a ler histórias para os alunos. Um dia, a história de uma bolsa mágica, outro dia, a da sopa de prego e por aí afora. Textos variados, temas variados, só por apresentar a literatura como prazer, sem compromissos, sem cobranças. Uma verdadeira "salada de leituras".Comecei indo às salas das turmas e depois passei a levá-los ao espaço da sala de leitura. Planos e projetos não faltam. Mas isso é assunto pra depois. Um pouco de mistério se faz necessário.
Por enquanto os alunos ouvem, participam, fazem ilustrações e já estão até criando suas próprias histórias. E completamente seduzidos! Isso mesmo! Eles sempre me abordam nos corredores com a mesma pergunta: quando é que você irá nos contar mais uma história? E isso não tem preço!
domingo, fevereiro 12, 2012
Participações na Semana de Capacitação de Professores no início do ano letivo de 2012
Participamos de duas capacitações na Semana de Capacitação da SME. A primeira, dia 8/2/2012, com os colegas do CIEP Antônio Candeia Filho, na UNISUAM em Campo Grande. Apresentamos o projeto Interdisciplinar "Formando Cidadãos", desenvolvido no ano passado. A segunda, no dia 10/2/2012, com as colegas da Educopédia, no Centro de Convenções SulAmérica. Apresentamos o processo de produção de aulas e incentivamos os professores a utilizarem a plataforma com exemplos de aula de língua portuguesa e matemática.
APRESENTAÇÃO EM CAMPO GRANDE
APRESENTAÇÃO NO CENTRO DE CONVENÇÕES SULAMÉRICA
Agradeço a Deus por tudo o que tem feito em minha vida!
sábado, outubro 01, 2011
PROJETO "SOU PAI, SOU ALUNO"
Nossa escola está empenhada no projeto da SME, "Sou Pai, Sou Aluno". Estamos desenvolvendo várias ações de incentivo para que os responsáveis iniciem ou retomem seus estudos. Nosso diferencial é a parceria com o CIEP Zumbi dos Palmares, que tem indicado nossa escola para os responsáveis de lá.
sexta-feira, setembro 16, 2011
VISITA AO PLANETÁRIO COM OS ALUNOS DO PEJA
No dia 2 de setembro eu e o professor Douglas levamos nossos alunos de PEJA para conhecer o Planetário de Gávea, Rio de Janeiro. Foi um passeio muito interessante e proveitoso para nossos alunos. Abaixo, algumas imagens.
quarta-feira, agosto 24, 2011
Festa de cerimônia do troféu Rioeduca
Representei o CIEP Antônio Candeia Filho, um dos 5 finalistas na categoria "Rio, cidade de Leitores". A cerimônia aconteceu no Teatro Carlos Gomes. Valeu a participação!
Pessoal da 6ª CRE
Acima: marido prestigiando. Abaixo: eu e minha filha Thalita, que é estagiária no CIEP Antônio Candeia Filho!
quarta-feira, julho 27, 2011
TRABALHO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - CIEP ANTÔNIO CANDEIA FILHO
Nós, professores do PEJA II percebemos em nossas turmas, alunos com graves deficiências em leitura. Alguns sequer conseguem ler. A nossa maior preocupação era fazer com que eles acompanhassem todas as disciplinas, o que nos parecia impossível. Foi quando eu me propus a oferecer oficinas de alfabetização e letramento para estes alunos. Mas como fazer isso sem prejuízo para os alunos que não se encontram nessa situação? Pensamos, conversamos e resolvemos criar algo inovador: aqueles que não têm deficiências em relação à leitura, mas precisam de reforço em matemática, ficariam estudando com a professora da disciplina, e os demais, fariam oficinas de atividades diversificadas com os professores de geografia e ciências, sempre dentro dos projetos pedagógicos que estivermos desenvolvendo.
As oficinas têm a duração de uma hora diária e acontecem ao final da aula. Fizemos duas semanas de avaliação de português e matemática para triagem de alunos com dificuldades. As oficinas começaram e estão dando muito certo. Os professores de ciências, história e geografia trabalham em conjunto e batizaram suas oficinas de "Histo é Geo-Ciências"! Todos os professores do PEJA estão muito envolvidos, criando atividades e vibrando com os resultados. Veja imagens das oficinas:
terça-feira, julho 26, 2011
RECICLANDO E (RE)APROVEITANDO A VIDA NA CRECHE

No ano de 2009, pensei em fazer um projeto de reciclagem que pudesse criar nas crianças pequenas o sentido de preservação ambiental e conscientizar as mães para essa necessidade. Coincidentemente, logo após começar a planejar as ações, recebemos containers de coleta seletiva. Não perdi tempo! Criei, com a ajuda dos recreadores e AACs, diversas atividades de reciclagem e preservação ambiental com as crianças, que incluíram: histórias, atividades de cuidado com as salinhas, visitas à horta para cuidar das plantinhas e muitas brincadeiras e rodas de conversas sobre o tema. Para a culminância, criei oficinas de reciclagem: artesanato em madeira com pedaços de caixotes recolhidos no CEASA, fuxico, sabão artesanal e cozinha com reciclagem de alimentos, onde as mães aprenderam a fazer um "bife à milanesa" feito com casca de banana! Fizemos exposição de trabalhos e os responsáveis puderam saborear doce de casca de banana e refresco de casca de abacaxi. Veja abaixo algumas imagens:
quinta-feira, junho 23, 2011
PROJETO DONA JOANINA NA HORTA


Em 2008, criei o projeto "Dona Joanina na Horta", na Creche Municipal Zilka Salaberry. Após o sucesso do projeto "De mãos dadas com a imaginação", percebemos que as crianças gostaram muito da constância de atividades com um mesmo personagem.
Eles esperavam ansiosos pela chegada do Palhaço Pipoca, que circulava pelas salas da creche. Já havia criado o projeto da horta, e tínhamos atividades muito atraentes para as crianças. Foi quando, olhando o álbum de fotos da agente auxiliar de creche, Adriana, vi que a mesma gostava de usar fantasias e encarnar personagens no trabalho com crianças, em uma creche que trabalhara anteriormente, localizada em outro município. Lembrei-me imediatamente da horta. Imaginei, em fração de segundos, D. Joanina, fazendo mil brincadeiras, falando sobre a horta, as plantas, os animaizinhos... Fiz o convite e Adriana aceitou! Criei uma rotina diária, uma grade de horários especial para atividades na horta para todas as turminhas. As crianças simplesmente amaram! Lembro-me de um dia em que Adriana levou minhocas e deixou que as crianças manuseassem. Algumas ficaram receosas de início, outras já ficaram afoitas para brincar com os animaizinhos, mas todas gostaram muito.
Eu havia organizado um horário de atividades que as recreadoras e AACs tinham que cumprir todos os dias. No horário da tarde, funcionavam 4 oficinas: brinquedoteca, música, vídeo e artes. Deixei então para a parte da manhã, as atividades na horta. Resultado: sucesso total com as crianças! Dona Joanina as encantava!
sábado, agosto 28, 2010
POR QUE APRENDER INGLÊS É TÃO IMPORTANTE?
Porque motivo é importante aprender Inglês?
A capacidade de falar e entender Inglês tem um valor incalculável. Quando você está viajando e não consegue encontrar o seu hotel ou aeroporto, ou é abordado por alguém no país estrangeiro que pede sua ajuda, você verá que com o Inglês sempre encontrará alguém em qualquer parte do mundo que irá entendê-lo. Por exemplo, mais de um terço da população Europeia entre os 17 e os 24 anos consegue falar Inglês.
Mas o Inglês não o ajuda somente a comprar um cachorro quente ou a encontrar um táxi.
Outra das razões para aprender Inglês são os motivos profissionais. Futuros empregadores irão certamente tratá-lo com prioridade caso você possa provar ou demonstrar as suas capacidades de expressão em Inglês.
Adaptado de:http://www.babelmundo.com.pt/ingles/cursos/01_01_12.html
A capacidade de falar e entender Inglês tem um valor incalculável. Quando você está viajando e não consegue encontrar o seu hotel ou aeroporto, ou é abordado por alguém no país estrangeiro que pede sua ajuda, você verá que com o Inglês sempre encontrará alguém em qualquer parte do mundo que irá entendê-lo. Por exemplo, mais de um terço da população Europeia entre os 17 e os 24 anos consegue falar Inglês.
Mas o Inglês não o ajuda somente a comprar um cachorro quente ou a encontrar um táxi.
Outra das razões para aprender Inglês são os motivos profissionais. Futuros empregadores irão certamente tratá-lo com prioridade caso você possa provar ou demonstrar as suas capacidades de expressão em Inglês.
Adaptado de:http://www.babelmundo.com.pt/ingles/cursos/01_01_12.html
terça-feira, fevereiro 10, 2009
PROJETO: “PREVENÇÃO SIM, DENGUE NÃO!”

JUSTIFICATIVA:
Diante da constante necessidade de conscientização da população a respeito da prevenção da Dengue, principalmente em um momento em que a cidade atravessa uma fase de epidemia da doença, decidimos abraçar a proposta da SME que todos os anos sugere trabalhos educativos sobre o tema.
Por conta da baixa faixa de idade das crianças da creche, procuramos fazer um trabalho apoiado na ludicidade, para que a consciência fosse despertada de forma prazerosa e divertida. A proposta de trabalho foi estendida aos responsáveis por meio de campanhas e uma culminância com apresentação dos trabalhinhos das crianças e uma mídia de VCD, onde aparecem além de fotos das crianças, imagens ligadas ao tema.
OBJETIVOS:
• Conscientizar as crianças sobre a importância da prevenção contra a dengue;
• Motivá-las a transmitir à família e à comunidade em que vivem os conhecimentos adquiridos na creche;
• Reconhecer os sintomas da doença e maneiras de evitar a proliferação do mosquito transmissor.
• Mostrar às crianças que a prevenção da doença é uma responsabilidade coletiva e que cada um precisa fazer a sua parte.
RECURSOS:
Histórias, conversas, músicas, recorte/colagens, pinturas, fotografias, modelagens com argila, dramatizações, rádio-gravador, apresentações do palhaço Pipoca e produções coletivas de texto e visuais.
DESENVOLVIMENTO:
O projeto foi lançado aos educadores da creche após uma reunião onde foram oferecidas diversas sugestões de atividades. Foram utilizados inúmeros recursos, como histórias, apresentações do palhaço Pipoca, muitas conversas nas rodinhas das turmas e técnicas de pinturas, recortes, músicas, modelagem em argila, visitas ao laboratório de informática da E. M. Ana de Barros Câmara, dramatizações, etc.
Em cada turma houve uma adequação ao perfil e à faixa etária para que o trabalho fosse desenvolvido de forma eficiente. As crianças em todo o tempo eram incentivadas a socializar em casa as informações adquiridas na creche tornando-se assim multiplicadoras na campanha contra a dengue.
O projeto culminou com uma exposição de trabalhos das crianças, além de apresentação da música da campanha e exibição de um vídeo onde aparecem os trabalhinhos dos alunos e mensagens de conscientização. Na ocasião fizemos distribuição de folders explicativo dos sintomas da doença e forma de preveni-la.
PROJETO “SEMEANDO SONHO E PAZ, COLHENDO AMOR E ALEGRIA”.

APRESENTAÇÃO:
Um espaço no terreno da creche e um pouco de terra. Uma recreadora dedicada e disposta a aprender algumas técnicas de plantio e se responsabilizar pela horta. Assim a creche Zilka Salaberry aderiu ao projeto da prefeitura do rio de Janeiro, o Projeto Horta nas Escolas. O primeiro passo foi inscrever a recreadora Janduir em um curso oferecido pela fundação Rio hortas onde ela pôde aprender técnicas de jardinagem. A partir daí, desenvolvemos algumas sugestões de atividades e os recreadores com sua criatividade foram criando várias outras e adaptando cada uma ao perfil de suas turmas. O resultado foi o projeto “Semeando Sonho e Paz, Colhendo Amor e Alegria”.
JUSTIFICATIVA:
As crianças atualmente têm tido pouco contato com a natureza. Sabemos que as crianças em geral gastam grande parte do seu tempo em frente à televisão, computador, vídeo game. Sem negar a importância de tais atividades, ressaltamos que paralelamente há uma grande necessidade de levar ao conhecimento das crianças o prazer do contato com a natureza.
As atividades da horta levam a criança a observar as fases de desenvolvimento das hortaliças, técnicas mais simples de plantio e colheita além de conhecer e acompanhar a vida e movimentação de pequenos animais que habitam esse espaço.
Essas atividades fazem a criança descobrir o prazer de mexer na terra e a satisfação de ingerir alimentos dos quais participaram ativamente do processo plantio/cuidados/ colheita.
A horta na creche tem por finalidade humanizar as relações das crianças com a natureza, ampliando suas experiências e conhecimentos sobre ela, já que muitas vezes estas relações se limitam às telas da televisão e do computador.
OBJETIVOS:
• Levar as crianças a um contato maior com a natureza;
• Humanizar as relações da criança com o ambiente por meio deste contato;
• Apresentar às crianças todo o processo pelo qual o alimento passa desde o plantio até a mesa;
• Despertar o interesse pelas formas de vida que habitam o espaço da horta.
ATIVIDADES:
:
• Histórias
• Levar a terra para a sala de aula para que as crianças manuseiem;
• Observar a horta pela janela da sala de aula;
• Sentir a textura das folhas;
• Plantar feijão (ou outras sementes) no potinho de iogurte;
• Visitas à horta em pequenos grupos, orientados pelo recreador;
• Confecção de árvores, com papéis de vários tipos ou folhas naturais;
• Pesquisar folhas na horta e fazer comparações do tipo maior/menor, verde claro/verde escuro, liso áspero, etc.
• Fazer colagens com as folhas;
• Plantar verduras e legumes na horta (tomate, verduras, batatas, cenouras, etc.)
• Simular colheitas de bananas.
• Pesquisar a vida de pequenos animais da horta.
Obs:
• As visitas à horta deverão compor parte do horário da recreação, pelo menos duas vezes na semana, para as turmas EI-30 e EI-31, sendo que nas duas primeiras semanas as visitas serão mais freqüentes, por se tratar de pequenos grupos.
• As turmas EI-40 e EI- 41 visitarão a horta no horário da tarde, antes das oficinas.
• As oficinas deverão seguir o tema “horta” o máximo possível.
DESENVOLVIMENTO:
As atividades desenvolvidas no projeto estão anexadas ao PPP.
CONCLUSÃO:
Cada recreador, orientado pela professora articuladora e também de acordo com a criatividade de cada um, desenvolveu atividades com sua turma.
As atividades na horta tornaram-se rotina permanente fazendo parte do dia a dia da creche, independente de se falar em projeto. Para a culminância do atual projeto, fizemos muitas fotos e um VCD. Hoje as crianças já colhem os alimentos que muitas vezes são utilizados no preparo da merenda.
“Os que semeiam com lágrimas, ceifarão com alegria.” (Salmos: 126:5)
PROJETO “DE MÃOS DADAS COM A IMAGINAÇÃO”
Apresentação:
A clientela é formada de crianças na faixa de zero a quatro anos. Além de cuidar e educar, temos a missão de fazer da brincadeira e diversão, partes integrantes do dia a dia da creche. Com o intuito de explorar intensamente a ludicidade, aproveitando que nossas crianças estão em plena fase de descobertas, apresentamos a elas um personagem: o Palhaço Pipoca. Com ele as crianças mergulham de cabeça nos sonhos e vão a todos os lugares onde a imaginação fértil e ingênua pode levar.
O palhaço Pipoca está presente em todos os momentos importantes na vida da creche. A cada tema trabalhado, a cada assunto apresentado, a cada item do currículo da educação infantil, em todos os momentos da rotina das crianças, está o nosso personagem.
Tudo começou com a ação isolada de um recreador na sua sala de aula. Utilizando-se do momento de contar histórias, ele encarnava o palhaço e apresentava às crianças os contos de fadas, as fábulas, histórias infantis... Além disso os alunos eram encorajados a dramatizar as histórias contadas pelo amigo palhaço. O resultado foi brilhante. Tanto que resolvemos estender as apresentações a todas as turmas da creche. Outros recreadores foram incentivados a abraçar o projeto. Toda a creche se viu envolvida no trabalho. O sucesso foi tamanho que nos permitimos um desafio ainda maior: ultrapassar os muros da creche e apresentar o nosso personagem em outras creches nas imediações próximas à nossa. A participação dos nossos alunos como ajudantes do Pipoca torna o trabalho mais convincente e atraente aos que assistem. Também torna mais agradável aos que participam. A participação das crianças é a tônica de todas as atividades desenvolvidas para o palhaço Pipoca, mesmo das crianças que estão na platéia.
O Palhaço Pipoca trouxe à creche um ingrediente a mais: um convite ao exercício pleno da imaginação infantil, direito de todas as crianças.
Justificativa:
Percebemos que as crianças demonstram grande interesse por histórias e têm prazer em manusear livros. O interesse por essas histórias não se limita a ouvi-las, mas também contá-las, dramatizá-las, vivenciá-las.
É também notório que muitas destas crianças têm pouco ou nenhum contato com literaturas e manuseio de livros fora do ambiente da creche. O hábito de ouvir histórias nem sempre é trazido de suas casas, mas descoberto e adquirido na creche.
Sendo assim foram criadas atividades em que toda essa curiosidade e interesse fossem satisfeitos da forma mais lúdica e prazerosa possível. Essas atividades foram desenvolvidas a partir do trabalho do recreador de uma turma de maternal.
Inicialmente o recreador desenvolveu o trabalho com sua turma apenas, mas devido aos resultados altamente positivos, decidimos estende-lo a toda a creche, inclusive aos berçários.
Objetivos:
• Incentivar o interesse pela audição de histórias;
• Desenvolver a criatividade através da solicitação de criação de histórias ou finais diferentes e modificações para as já conhecidas;
• Trabalhar a atenção e a concentração das crianças por meio das dramatizações improvisadas;
• Aumentar ainda mais a curiosidade e o interesse por livros criando assim o desejo de aprender a ler e escrever.
• Promover uma integração maior, tanto entre as crianças da creche quanto com as de outras creches e escolas das imediações.
Recursos:
*Cartazes
*Figurinos e máscaras para dramatizações
*Fantoches
*Livros
*Brinquedos
ATIVIDADES
*Imitando os animais
-Desenvolvimento: O palhaço Pipoca apresenta livros com gravuras de animais e pede para as crianças imitarem os gestos e as vozes dos animais. Os alunos formam um círculo para iniciar a brincadeira.
*Caixinha de surpresa
-Desenvolvimento: O palhaço Pipoca mostra às crianças uma caixa e faz a pergunta: “O que vocês acham que tem dentro desta caixa?”
Em seguida as crianças imaginam o que há no interior da caixa. Lá haverá várias tarefas para que as crianças cumpram.
*Expressão corporal
-Desenvolvimento: O palhaço Pipoca ao som de uma música começa a movimentar o corpo e pede para as crianças ficarem de pé. Em seguida pede às crianças para repetirem os movimentos, fazendo tudo o que o palhaço fizer.
Desenvolvimento:
O recreador caracterizado com uma fantasia, interpreta o Palhaço Pipoca, contando com um ajudante do maternal II, o “Pipoquinha”. Em algumas atividades o pipoquinha fica escondido em uma enorme caixa de papelão de onde sai para surpreender os coleguinhas, principalmente os bebês do berçário.
O recreador também possui uma mala de surpresas onde coloca um conteúdo diferente a cada dia. Um dia livros, outro cartazes, outro ainda brinquedos e objetos variados. As crianças nunca sabem o que está dentro da mala. O palhaço pede às crianças que retirem os objetos da mala e a partir daí são criadas diversas histórias criadas pelas crianças orientadas pelo recreador.
Em outro dia o recreador leva figurinos e máscaras ás salas de aula para dramatização e incentiva as crianças a ouvir e encenar as histórias.
No dia do fantoche e marionete, o recreador usa estes materiais como recursos para contar histórias ou provocar a criação de uma história inédita pelas próprias crianças.
Os livros são utilizados da seguinte forma: o recreador pede a uma criança que escolha um livro e em seguida lê a história para a turma, podendo dramatizar também.
Ao trazer um brinquedo ou objeto o recreador cria junto às crianças uma história para encena-la em seguida. Também podem conversar sobre o objeto, pra que serve, d que é feito, etc.
O recreador conta com a ajuda de crianças que são seus assistentes durante o desenvolvimento das atividades e estimula a participação das outras o tempo todo.
PROJETO “ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL...POR UMA VIDA MAIS COLORIDA!”

APRESENTAÇÃO:
Os hábitos alimentares do povo brasileiro têm se modificado e isso tem trazido graves conseqüências para a saúde como, obesidade, diabetes, altas taxas de colesterol, hipertensão arterial, doenças cardíacas entre outras. Resolvemos então trabalhar a sugestão da SME com nossas crianças e comunidade.
Por se tratar de crianças com a faixa etária muito baixa, procuramos simplificar ao máximo as atividades, partindo do lúdico na maior parte do tempo.
Houve um envolvimento de toda a creche,desde o berçário I, onde há crianças de 0 a 18 meses até o maternal II, cuja faixa etária é de 3 até 4 anos.
OBJETIVOS:
*Incentivar os alunos a consumirem alimentos essenciais para que seu desenvolvimento ocorra de forma saudável;
*Fazer com que os alunos reconheçam as frutas,legumes e verduras;
*Alertá-los de forma lúdica e agradável para os riscos do consumo exagerado de doces, balas, refrigerantes e lanches;
*Apresentar à comunidade reciclagem de alimentos como uma forma de alimentação saudável alternativa e econômica;
*Envolver toda a comunidade escolar no processo de formação de hábitos alimentares saudáveis.
DESENVOLVIMENTO:
Para cada grupo(frutas,legumes e verduras) separamos uma semana específica.
Durante a semana das frutas, estas foram enfocadas de várias formas, por meio de histórias, joguinhos, músicas. Da mesma forma os legumes e as verduras foram apresentados.
Também foram utilizadas técnicas de pintura, modelagem, desenhos e confecção de cartazes. As atividades foram fotografadas,bem como as crianças participando das refeições. As fotos foram aproveitadas para a criação de um VCD com uma propaganda sobre alimentação saudável. O vídeo foi apresentado às crianças. Nessa atividade, trabalhamos a importância de uma alimentação saudável e também a identidade dos alunos que gostaram muito de ver suas fotos no vídeo.
Além disso durante todo o projeto, procuramos ressaltar a importância dos alimentos saudáveis e seu consumo habitual,mostrando que o consumo de balas, doces,lanches, biscoitos, refrigerantes, etc,deve ser eventual e equilibrado.
RECURSOS:
CD, DVD, rádio-gravador,máquina fotográfica, livros, encartes de jornais, tintas, argila, giz de cera, grãos de cereais, cola e diferentes tipos de papéis.
ATIVIDADES:
Berçário I:
As recreadoras estimularam os bebês por meio de músicas, figuras, brincadeiras, etc, apresentando as frutas,legumes e verduras e repetindo seus nomes para que as crianças memorizassem e pudessem desenvolver a oralidade pelas tentativas de pronunciar os nomes dos alimentos.
Utilizaram tinta para fazer cartazes onde imprimiram as mãozinhas dos bebês formando figura de alimentos e uma grande mamadeira.
Berçário II:
Os bebês foram estimulados,como no berçário I,por meio de músicas, figuras,brincadeiras e historinhas. As recreadoras apresentaram figuras e legumes, frutas e verduras ao natural, para que as crianças pudessem visualiza-los e ao mesmo tempo ouvir e tentar repetir os nomes dos alimentos. Também foram colocados pratinhos com cenoura e batatas cruas picadas para que as crianças escolhessem e levassem à boca para sentir o sabor desses alimentos. Fizeram também cartazes de frutas legumes e verduras onde imprimiram os dedinhos dos bebês com tinta guache.
Maternais I:
Durante todo projeto as recreadoras contaram histórias, cantaram músicas, fizeram trabalhos de recorte e colagem com encartes de supermercados e aproveitaram os horários de refeição para desenvolver o tema. Utilizaram tintas e vários tipos de papel para fazer composições que resultaram em cartazes. Também fizeram carimbos de legumes para que as crianças imprimissem tinta guache e apresentaram DVDs referentes ao tema.
A creche possui uma pequena horta que foi visitada pelas crianças, enquanto as recreadoras conversavam sobre as plantinhas que nos servem de alimento.
Maternais II:
Os recreadores desenvolveram atividades onde as crianças reconheceram os alimentos, conversaram sobre a importância da alimentação saudável, utilizando uma linguagem acessível. Fizeram atividades em que as crianças puderam degustar alimentos e reconhecer as diferenças entre doce, salgado, azedo, amargo. As crianças foram levadas até a horta, colheram folhas e fizeram colagens, compondo uma grande “salada”. Também simularam um supermercado e uma feirinha. Modelaram vários alimentos utilizando argila e coloriram com tinta guache. Aprenderam músicas, histórias, fizeram cartazes, assistiram DVDs sobre o tema. Também foram estimuladas a falar sobre o assunto.
Todos os maternais ouviram a história “Amanda no País das vitaminas” de Leonardo Mendes Cardoso, Ed. Brasil e depois falaram ao rádio-gravador sobre suas preferências alimentares. Depois ouviram as suas próprias vozes com suas falas. Também assistiram ao clipe
com a propaganda protagonizada por eles sobre a alimentação saudável.
CULMINÂNCIA:
• Exposição de trabalhos das crianças;
• Apresentação de coreografias com as crianças caracterizadas com máscaras de frutas e legumes e aventais;
• Distribuição de panfletos com o valor calórico de alguns alimentos e receitas de papas salgadas para bebês de 6 a 11 meses de idade;
• Distribuição de doce de casca de banana, apresentado como um tipo de alimentação saudável,alternativa e reciclada.
Autora/articuladora do projeto: Márcia Cristina Neves Reis
segunda-feira, julho 16, 2007
Projeto Bairro
PROJETO BAIRRO
CIEP ZUMBI DOS PALMARES
TURMA 9401 – PROGRESSÃO
PROFESSORA: MÁRCIA CRISTINA NEVES REIS
Aproveitando o conteúdo que pertence à disciplina de Estudos Sociais, resolvi criar um projeto que abrange também a leitura e a escrita.
Como a escola atende a uma comunidade extremamente carente, achei por bem não me prender apenas aos tipos de bairro apresentados nos livros didáticos. Resolvi mostrar além desses, os bairros que estão dentro da realidade do dia a dia daqueles alunos e com os quais certamente se identificam muito mais.
OBJETIVOS
*Apresentar aos alunos os tipos de bairro e suas delimitações;
*Levá-los a refletir sobre os problemas de cada tipo de bairro;
*Levá-los a refletir sobre os problemas da comunidade em que vivem e pensar em possíveis soluções;
*Interpretar textos, filmes e letras de músicas;
*Produzir textos individuais e coletivos.
RECURSOS
Livros didáticos, vídeo
ATIVIDADES
Leitura e interpretação de textos, produções textuais individuais e coletivas, interpretação do filme”Orfeu”.
DESENVOLVIMENTO
Apresentação do texto sobre os tipos de bairro e interpretação do mesmo.
Conversas sobre cada tipo de bairro e suas características, bem como reflexões sobre os problemas dos bairros e suas possíveis soluções.
Levando o enfoque para o bairro em que a comunidade escolar estava inserida, fizemos um estudo sobre o que havia de bom ou de mau naquela área.
Os alunos fizeram produções individuais sob o tema “O bairro dos meus sonhos”. Apresentei-lhes o filme “Orfeu” por se tratar de uma história que se passa em uma comunidade carente como a da escola.
Após a exibição do filme, os alunos responderam perguntas de interpretação sobre a trama.
Apresentei a poesia “Se essa rua fosse minha” e propus uma paródia onde os alunos falariam dos problemas da comunidade em uma poesia intitulada”Se esse bairro fosse meu”.
Cada um contribuiu com sua idéia. Depois que a poesia ficou pronta, confeccionei um cartaz e expus em sala de aula.
CIEP ZUMBI DOS PALMARES
TURMA 9401 – PROGRESSÃO
PROFESSORA: MÁRCIA CRISTINA NEVES REIS
Aproveitando o conteúdo que pertence à disciplina de Estudos Sociais, resolvi criar um projeto que abrange também a leitura e a escrita.
Como a escola atende a uma comunidade extremamente carente, achei por bem não me prender apenas aos tipos de bairro apresentados nos livros didáticos. Resolvi mostrar além desses, os bairros que estão dentro da realidade do dia a dia daqueles alunos e com os quais certamente se identificam muito mais.
OBJETIVOS
*Apresentar aos alunos os tipos de bairro e suas delimitações;
*Levá-los a refletir sobre os problemas de cada tipo de bairro;
*Levá-los a refletir sobre os problemas da comunidade em que vivem e pensar em possíveis soluções;
*Interpretar textos, filmes e letras de músicas;
*Produzir textos individuais e coletivos.
RECURSOS
Livros didáticos, vídeo
ATIVIDADES
Leitura e interpretação de textos, produções textuais individuais e coletivas, interpretação do filme”Orfeu”.
DESENVOLVIMENTO
Apresentação do texto sobre os tipos de bairro e interpretação do mesmo.
Conversas sobre cada tipo de bairro e suas características, bem como reflexões sobre os problemas dos bairros e suas possíveis soluções.
Levando o enfoque para o bairro em que a comunidade escolar estava inserida, fizemos um estudo sobre o que havia de bom ou de mau naquela área.
Os alunos fizeram produções individuais sob o tema “O bairro dos meus sonhos”. Apresentei-lhes o filme “Orfeu” por se tratar de uma história que se passa em uma comunidade carente como a da escola.
Após a exibição do filme, os alunos responderam perguntas de interpretação sobre a trama.
Apresentei a poesia “Se essa rua fosse minha” e propus uma paródia onde os alunos falariam dos problemas da comunidade em uma poesia intitulada”Se esse bairro fosse meu”.
Cada um contribuiu com sua idéia. Depois que a poesia ficou pronta, confeccionei um cartaz e expus em sala de aula.
sexta-feira, junho 29, 2007
PROJETO INVERSÃO DE VALORES NA SOCIEDADE
APRESENTAÇÃO
O projeto foi criado para uma apresentação de uma feira cultural na escola. Primeiro iríamos falar apenas de preconceito, mas com o desenrolar do tema, resolvemos ampliar para os vários tipos e maneiras de inversão de valores éticos e morais.
A turma com a qual eu trabalhava nesta época era uma turma de pré-adolescentes,que aderiu completamente ao projeto, realizando um ótimo trabalho dentro da escola.
RECURSOS
Notícias de jornal, fitas de vídeo, textos, letras de músicas, cartazes, propagandas.
TEMAS ABORDADOS
-BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA – Para eles que moram em área de risco e estão literalmente acostumados a tropeçar em cadáveres vítimas de violência, muitas vezes em frente às portas de suas casas, não foi difícil iniciar uma conversa onde cada um contribuiu com comentários extremamente enriquecedores sobre o assunto.
-BANALIZAÇÃO DASEXUALIDADE – Os adolescentes muitas vezes são incentivados principalmente pelos meios de comunicação a levar uma vida sexual sem responsabilidades e sem vínculos afetivos. O que é pior, sem qualquer tipo de prevenção contra doenças ou gravidez indesejada. O resultado é o que vemos: adolescentes grávidas e muitos jovens contraindo DSTs.
-DESRESPEITO AO IDOSO – A sociedade muitas vezes tende a tratar o idoso como incapaz e sem credibilidade. Aos poucos esta mentalidade está mudando, mas ainda falta muito para se chegar ao ideal.
-DESRESPEITO À MULHER – E o pior é que as próprias meninas aceitam e se divertem com o tratamento desrespeitoso que lhes é conferido principalmente em músicas.
-VALORIZAÇÃO DE ANTI-HERÓIS– É impressionante como as crianças de comunidades carentes ficam fascinadas pelos criminosos. Para elas, esses indivíduos representam o poder e esses meninos desejam ardentemente ser como um deles. Enquanto isso as meninas sonham em crescer e tornar-se mulher de algum criminoso que tenha notoriedade na comunidade.
-DESRESPEITO AOS PAIS, PROFESSORES, AVÓS... – As crianças têm sido bombardeadas de informações sobre seus direitos, mas raramente são avisadas de seus deveres.
-VALORIZAÇÃO EXCESSIVA DA BELEZA EXTERIOR em detrimento do caráter das pessoas..
DESENVOLVIMENTO
Iniciei conversando com eles e explicando-lhes o que são valores éticos e morais e como está ocorrendo a inversão destes valores na sociedade.
Todos estes assuntos foram debatidos por vários dias Após cada debate os alunos produziam textos expressando a que conclusões chegaram sobre os vários temas. Levei também letras de músicas que fazem apologia às drogas e à violência para que eles fizessem interpretação procurando mostrar-lhes as mensagens que estavam escondidas nas entrelinhas das letras daquelas músicas. Na época a T.V. apresentava em horário nobre uma novela onde uma professora saía com seu aluno adolescente, um marido que agredia fisicamente sua mulher, uma neta que desprezava os avós entre várias outras distorções de valores. Gravei um dos capítulos e exibi para os alunos e ao final debatemos e procuramos analisar as situações apresentadas.
Simultaneamente às atividades reflexivas, os alunos iam lendo, interpretando e produzindo textos, confeccionando cartazes e objetos para a ornamentação do nosso stand para a apresentação na feira cultural.
Como a feira durasse o dia inteiro vários grupos de alunos tiveram que estudar textos e treinar para a apresentação do trabalho aos visitantes de nosso stand. Dei a eles o seguinte texto para que estudassem:
“A inversão de valores se dá quando nós passamos a achar certo as coisas que são erradas, só por elas serem comuns. É quando passamos a achar normal as coisas que prejudicam as nossas vidas e a nossa sociedade. Quando convivemos muito com a violência, por exemplo, a gente se acostuma e não fica mais chocado e isso é muito ruim. Não podemos achar isso normal, temos que tentar mudar a sociedade para melhor. Cada um tem que fazer a sua parte.
Existem alguns meios de comunicação que transmitem valores invertidos à sociedade, como alguns jornais, músicas, certos programas de televisão e algumas literaturas. Os que mais prejudicam a sociedade trazendo inversão de valores e idéias preconceituosas são a televisão e a música, pois quase todo mundo assiste televisão e ouve música. A televisão ao invés de levar a sério as campanhas contra a AIDS, apresenta novelas onde as pessoas trocam de parceiros sexuais a toda hora.
Enquanto a sociedade tenta fazer uma campanha pelo desarmamento, a televisão mostra filmes e novelas muito violentos. A música pop e o funk têm algumas letras que incentivam o sexo e a violência e passam valores errados , por exemplo, músicas que incentivam a liberação da maconha como se ela fosse trazer paz; outra que dizem que todo mundo é de todo mundo, incentivando a promiscuidade sexual, ainda a que diz que apanhar não dói, que banaliza a violência contra a mulher e funks que trata a mulher como cachorra e usa outras palavras ofensivas.
Nós não podemos e nem devemos parar de assistir à televisão, ouvir rádio, ler jornal, porque eles nos trazem coisas boas também, como informação, cultura e lazer. Mas precisamos ter o cuidado de separar e analisar o que é bom do que não é. Sempre procurar saber qual o tipo de mensagem que está sendo passada e os efeitos que ela pode causar em nossas vidas e na sociedade.”
O projeto foi criado para uma apresentação de uma feira cultural na escola. Primeiro iríamos falar apenas de preconceito, mas com o desenrolar do tema, resolvemos ampliar para os vários tipos e maneiras de inversão de valores éticos e morais.
A turma com a qual eu trabalhava nesta época era uma turma de pré-adolescentes,que aderiu completamente ao projeto, realizando um ótimo trabalho dentro da escola.
RECURSOS
Notícias de jornal, fitas de vídeo, textos, letras de músicas, cartazes, propagandas.
TEMAS ABORDADOS
-BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA – Para eles que moram em área de risco e estão literalmente acostumados a tropeçar em cadáveres vítimas de violência, muitas vezes em frente às portas de suas casas, não foi difícil iniciar uma conversa onde cada um contribuiu com comentários extremamente enriquecedores sobre o assunto.
-BANALIZAÇÃO DASEXUALIDADE – Os adolescentes muitas vezes são incentivados principalmente pelos meios de comunicação a levar uma vida sexual sem responsabilidades e sem vínculos afetivos. O que é pior, sem qualquer tipo de prevenção contra doenças ou gravidez indesejada. O resultado é o que vemos: adolescentes grávidas e muitos jovens contraindo DSTs.
-DESRESPEITO AO IDOSO – A sociedade muitas vezes tende a tratar o idoso como incapaz e sem credibilidade. Aos poucos esta mentalidade está mudando, mas ainda falta muito para se chegar ao ideal.
-DESRESPEITO À MULHER – E o pior é que as próprias meninas aceitam e se divertem com o tratamento desrespeitoso que lhes é conferido principalmente em músicas.
-VALORIZAÇÃO DE ANTI-HERÓIS– É impressionante como as crianças de comunidades carentes ficam fascinadas pelos criminosos. Para elas, esses indivíduos representam o poder e esses meninos desejam ardentemente ser como um deles. Enquanto isso as meninas sonham em crescer e tornar-se mulher de algum criminoso que tenha notoriedade na comunidade.
-DESRESPEITO AOS PAIS, PROFESSORES, AVÓS... – As crianças têm sido bombardeadas de informações sobre seus direitos, mas raramente são avisadas de seus deveres.
-VALORIZAÇÃO EXCESSIVA DA BELEZA EXTERIOR em detrimento do caráter das pessoas..
DESENVOLVIMENTO
Iniciei conversando com eles e explicando-lhes o que são valores éticos e morais e como está ocorrendo a inversão destes valores na sociedade.
Todos estes assuntos foram debatidos por vários dias Após cada debate os alunos produziam textos expressando a que conclusões chegaram sobre os vários temas. Levei também letras de músicas que fazem apologia às drogas e à violência para que eles fizessem interpretação procurando mostrar-lhes as mensagens que estavam escondidas nas entrelinhas das letras daquelas músicas. Na época a T.V. apresentava em horário nobre uma novela onde uma professora saía com seu aluno adolescente, um marido que agredia fisicamente sua mulher, uma neta que desprezava os avós entre várias outras distorções de valores. Gravei um dos capítulos e exibi para os alunos e ao final debatemos e procuramos analisar as situações apresentadas.
Simultaneamente às atividades reflexivas, os alunos iam lendo, interpretando e produzindo textos, confeccionando cartazes e objetos para a ornamentação do nosso stand para a apresentação na feira cultural.
Como a feira durasse o dia inteiro vários grupos de alunos tiveram que estudar textos e treinar para a apresentação do trabalho aos visitantes de nosso stand. Dei a eles o seguinte texto para que estudassem:
“A inversão de valores se dá quando nós passamos a achar certo as coisas que são erradas, só por elas serem comuns. É quando passamos a achar normal as coisas que prejudicam as nossas vidas e a nossa sociedade. Quando convivemos muito com a violência, por exemplo, a gente se acostuma e não fica mais chocado e isso é muito ruim. Não podemos achar isso normal, temos que tentar mudar a sociedade para melhor. Cada um tem que fazer a sua parte.
Existem alguns meios de comunicação que transmitem valores invertidos à sociedade, como alguns jornais, músicas, certos programas de televisão e algumas literaturas. Os que mais prejudicam a sociedade trazendo inversão de valores e idéias preconceituosas são a televisão e a música, pois quase todo mundo assiste televisão e ouve música. A televisão ao invés de levar a sério as campanhas contra a AIDS, apresenta novelas onde as pessoas trocam de parceiros sexuais a toda hora.
Enquanto a sociedade tenta fazer uma campanha pelo desarmamento, a televisão mostra filmes e novelas muito violentos. A música pop e o funk têm algumas letras que incentivam o sexo e a violência e passam valores errados , por exemplo, músicas que incentivam a liberação da maconha como se ela fosse trazer paz; outra que dizem que todo mundo é de todo mundo, incentivando a promiscuidade sexual, ainda a que diz que apanhar não dói, que banaliza a violência contra a mulher e funks que trata a mulher como cachorra e usa outras palavras ofensivas.
Nós não podemos e nem devemos parar de assistir à televisão, ouvir rádio, ler jornal, porque eles nos trazem coisas boas também, como informação, cultura e lazer. Mas precisamos ter o cuidado de separar e analisar o que é bom do que não é. Sempre procurar saber qual o tipo de mensagem que está sendo passada e os efeitos que ela pode causar em nossas vidas e na sociedade.”
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