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terça-feira, fevereiro 10, 2009

PROJETO: “PREVENÇÃO SIM, DENGUE NÃO!”






JUSTIFICATIVA:

Diante da constante necessidade de conscientização da população a respeito da prevenção da Dengue, principalmente em um momento em que a cidade atravessa uma fase de epidemia da doença, decidimos abraçar a proposta da SME que todos os anos sugere trabalhos educativos sobre o tema.
Por conta da baixa faixa de idade das crianças da creche, procuramos fazer um trabalho apoiado na ludicidade, para que a consciência fosse despertada de forma prazerosa e divertida. A proposta de trabalho foi estendida aos responsáveis por meio de campanhas e uma culminância com apresentação dos trabalhinhos das crianças e uma mídia de VCD, onde aparecem além de fotos das crianças, imagens ligadas ao tema.


OBJETIVOS:

• Conscientizar as crianças sobre a importância da prevenção contra a dengue;
• Motivá-las a transmitir à família e à comunidade em que vivem os conhecimentos adquiridos na creche;
• Reconhecer os sintomas da doença e maneiras de evitar a proliferação do mosquito transmissor.
• Mostrar às crianças que a prevenção da doença é uma responsabilidade coletiva e que cada um precisa fazer a sua parte.



RECURSOS:
Histórias, conversas, músicas, recorte/colagens, pinturas, fotografias, modelagens com argila, dramatizações, rádio-gravador, apresentações do palhaço Pipoca e produções coletivas de texto e visuais.
DESENVOLVIMENTO:

O projeto foi lançado aos educadores da creche após uma reunião onde foram oferecidas diversas sugestões de atividades. Foram utilizados inúmeros recursos, como histórias, apresentações do palhaço Pipoca, muitas conversas nas rodinhas das turmas e técnicas de pinturas, recortes, músicas, modelagem em argila, visitas ao laboratório de informática da E. M. Ana de Barros Câmara, dramatizações, etc.

Em cada turma houve uma adequação ao perfil e à faixa etária para que o trabalho fosse desenvolvido de forma eficiente. As crianças em todo o tempo eram incentivadas a socializar em casa as informações adquiridas na creche tornando-se assim multiplicadoras na campanha contra a dengue.

O projeto culminou com uma exposição de trabalhos das crianças, além de apresentação da música da campanha e exibição de um vídeo onde aparecem os trabalhinhos dos alunos e mensagens de conscientização. Na ocasião fizemos distribuição de folders explicativo dos sintomas da doença e forma de preveni-la.

PROJETO “SEMEANDO SONHO E PAZ, COLHENDO AMOR E ALEGRIA”.



APRESENTAÇÃO:

Um espaço no terreno da creche e um pouco de terra. Uma recreadora dedicada e disposta a aprender algumas técnicas de plantio e se responsabilizar pela horta. Assim a creche Zilka Salaberry aderiu ao projeto da prefeitura do rio de Janeiro, o Projeto Horta nas Escolas. O primeiro passo foi inscrever a recreadora Janduir em um curso oferecido pela fundação Rio hortas onde ela pôde aprender técnicas de jardinagem. A partir daí, desenvolvemos algumas sugestões de atividades e os recreadores com sua criatividade foram criando várias outras e adaptando cada uma ao perfil de suas turmas. O resultado foi o projeto “Semeando Sonho e Paz, Colhendo Amor e Alegria”.



JUSTIFICATIVA:

As crianças atualmente têm tido pouco contato com a natureza. Sabemos que as crianças em geral gastam grande parte do seu tempo em frente à televisão, computador, vídeo game. Sem negar a importância de tais atividades, ressaltamos que paralelamente há uma grande necessidade de levar ao conhecimento das crianças o prazer do contato com a natureza.
As atividades da horta levam a criança a observar as fases de desenvolvimento das hortaliças, técnicas mais simples de plantio e colheita além de conhecer e acompanhar a vida e movimentação de pequenos animais que habitam esse espaço.
Essas atividades fazem a criança descobrir o prazer de mexer na terra e a satisfação de ingerir alimentos dos quais participaram ativamente do processo plantio/cuidados/ colheita.
A horta na creche tem por finalidade humanizar as relações das crianças com a natureza, ampliando suas experiências e conhecimentos sobre ela, já que muitas vezes estas relações se limitam às telas da televisão e do computador.


OBJETIVOS:

• Levar as crianças a um contato maior com a natureza;
• Humanizar as relações da criança com o ambiente por meio deste contato;
• Apresentar às crianças todo o processo pelo qual o alimento passa desde o plantio até a mesa;
• Despertar o interesse pelas formas de vida que habitam o espaço da horta.

ATIVIDADES:
:
• Histórias
• Levar a terra para a sala de aula para que as crianças manuseiem;
• Observar a horta pela janela da sala de aula;
• Sentir a textura das folhas;
• Plantar feijão (ou outras sementes) no potinho de iogurte;
• Visitas à horta em pequenos grupos, orientados pelo recreador;
• Confecção de árvores, com papéis de vários tipos ou folhas naturais;
• Pesquisar folhas na horta e fazer comparações do tipo maior/menor, verde claro/verde escuro, liso áspero, etc.
• Fazer colagens com as folhas;
• Plantar verduras e legumes na horta (tomate, verduras, batatas, cenouras, etc.)
• Simular colheitas de bananas.
• Pesquisar a vida de pequenos animais da horta.


Obs:
• As visitas à horta deverão compor parte do horário da recreação, pelo menos duas vezes na semana, para as turmas EI-30 e EI-31, sendo que nas duas primeiras semanas as visitas serão mais freqüentes, por se tratar de pequenos grupos.
• As turmas EI-40 e EI- 41 visitarão a horta no horário da tarde, antes das oficinas.
• As oficinas deverão seguir o tema “horta” o máximo possível.

DESENVOLVIMENTO:

As atividades desenvolvidas no projeto estão anexadas ao PPP.


CONCLUSÃO:

Cada recreador, orientado pela professora articuladora e também de acordo com a criatividade de cada um, desenvolveu atividades com sua turma.
As atividades na horta tornaram-se rotina permanente fazendo parte do dia a dia da creche, independente de se falar em projeto. Para a culminância do atual projeto, fizemos muitas fotos e um VCD. Hoje as crianças já colhem os alimentos que muitas vezes são utilizados no preparo da merenda.




“Os que semeiam com lágrimas, ceifarão com alegria.” (Salmos: 126:5)

PROJETO “DE MÃOS DADAS COM A IMAGINAÇÃO”


Apresentação:

A clientela é formada de crianças na faixa de zero a quatro anos. Além de cuidar e educar, temos a missão de fazer da brincadeira e diversão, partes integrantes do dia a dia da creche. Com o intuito de explorar intensamente a ludicidade, aproveitando que nossas crianças estão em plena fase de descobertas, apresentamos a elas um personagem: o Palhaço Pipoca. Com ele as crianças mergulham de cabeça nos sonhos e vão a todos os lugares onde a imaginação fértil e ingênua pode levar.

O palhaço Pipoca está presente em todos os momentos importantes na vida da creche. A cada tema trabalhado, a cada assunto apresentado, a cada item do currículo da educação infantil, em todos os momentos da rotina das crianças, está o nosso personagem.

Tudo começou com a ação isolada de um recreador na sua sala de aula. Utilizando-se do momento de contar histórias, ele encarnava o palhaço e apresentava às crianças os contos de fadas, as fábulas, histórias infantis... Além disso os alunos eram encorajados a dramatizar as histórias contadas pelo amigo palhaço. O resultado foi brilhante. Tanto que resolvemos estender as apresentações a todas as turmas da creche. Outros recreadores foram incentivados a abraçar o projeto. Toda a creche se viu envolvida no trabalho. O sucesso foi tamanho que nos permitimos um desafio ainda maior: ultrapassar os muros da creche e apresentar o nosso personagem em outras creches nas imediações próximas à nossa. A participação dos nossos alunos como ajudantes do Pipoca torna o trabalho mais convincente e atraente aos que assistem. Também torna mais agradável aos que participam. A participação das crianças é a tônica de todas as atividades desenvolvidas para o palhaço Pipoca, mesmo das crianças que estão na platéia.

O Palhaço Pipoca trouxe à creche um ingrediente a mais: um convite ao exercício pleno da imaginação infantil, direito de todas as crianças.



Justificativa:

Percebemos que as crianças demonstram grande interesse por histórias e têm prazer em manusear livros. O interesse por essas histórias não se limita a ouvi-las, mas também contá-las, dramatizá-las, vivenciá-las.

É também notório que muitas destas crianças têm pouco ou nenhum contato com literaturas e manuseio de livros fora do ambiente da creche. O hábito de ouvir histórias nem sempre é trazido de suas casas, mas descoberto e adquirido na creche.

Sendo assim foram criadas atividades em que toda essa curiosidade e interesse fossem satisfeitos da forma mais lúdica e prazerosa possível. Essas atividades foram desenvolvidas a partir do trabalho do recreador de uma turma de maternal.

Inicialmente o recreador desenvolveu o trabalho com sua turma apenas, mas devido aos resultados altamente positivos, decidimos estende-lo a toda a creche, inclusive aos berçários.



Objetivos:

• Incentivar o interesse pela audição de histórias;
• Desenvolver a criatividade através da solicitação de criação de histórias ou finais diferentes e modificações para as já conhecidas;
• Trabalhar a atenção e a concentração das crianças por meio das dramatizações improvisadas;
• Aumentar ainda mais a curiosidade e o interesse por livros criando assim o desejo de aprender a ler e escrever.
• Promover uma integração maior, tanto entre as crianças da creche quanto com as de outras creches e escolas das imediações.





Recursos:


*Cartazes
*Figurinos e máscaras para dramatizações
*Fantoches
*Livros
*Brinquedos




ATIVIDADES

*Imitando os animais
-Desenvolvimento: O palhaço Pipoca apresenta livros com gravuras de animais e pede para as crianças imitarem os gestos e as vozes dos animais. Os alunos formam um círculo para iniciar a brincadeira.

*Caixinha de surpresa
-Desenvolvimento: O palhaço Pipoca mostra às crianças uma caixa e faz a pergunta: “O que vocês acham que tem dentro desta caixa?”
Em seguida as crianças imaginam o que há no interior da caixa. Lá haverá várias tarefas para que as crianças cumpram.

*Expressão corporal
-Desenvolvimento: O palhaço Pipoca ao som de uma música começa a movimentar o corpo e pede para as crianças ficarem de pé. Em seguida pede às crianças para repetirem os movimentos, fazendo tudo o que o palhaço fizer.


Desenvolvimento:

O recreador caracterizado com uma fantasia, interpreta o Palhaço Pipoca, contando com um ajudante do maternal II, o “Pipoquinha”. Em algumas atividades o pipoquinha fica escondido em uma enorme caixa de papelão de onde sai para surpreender os coleguinhas, principalmente os bebês do berçário.
O recreador também possui uma mala de surpresas onde coloca um conteúdo diferente a cada dia. Um dia livros, outro cartazes, outro ainda brinquedos e objetos variados. As crianças nunca sabem o que está dentro da mala. O palhaço pede às crianças que retirem os objetos da mala e a partir daí são criadas diversas histórias criadas pelas crianças orientadas pelo recreador.

Em outro dia o recreador leva figurinos e máscaras ás salas de aula para dramatização e incentiva as crianças a ouvir e encenar as histórias.

No dia do fantoche e marionete, o recreador usa estes materiais como recursos para contar histórias ou provocar a criação de uma história inédita pelas próprias crianças.

Os livros são utilizados da seguinte forma: o recreador pede a uma criança que escolha um livro e em seguida lê a história para a turma, podendo dramatizar também.

Ao trazer um brinquedo ou objeto o recreador cria junto às crianças uma história para encena-la em seguida. Também podem conversar sobre o objeto, pra que serve, d que é feito, etc.

O recreador conta com a ajuda de crianças que são seus assistentes durante o desenvolvimento das atividades e estimula a participação das outras o tempo todo.

PROJETO “ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL...POR UMA VIDA MAIS COLORIDA!”


APRESENTAÇÃO:


Os hábitos alimentares do povo brasileiro têm se modificado e isso tem trazido graves conseqüências para a saúde como, obesidade, diabetes, altas taxas de colesterol, hipertensão arterial, doenças cardíacas entre outras. Resolvemos então trabalhar a sugestão da SME com nossas crianças e comunidade.
Por se tratar de crianças com a faixa etária muito baixa, procuramos simplificar ao máximo as atividades, partindo do lúdico na maior parte do tempo.
Houve um envolvimento de toda a creche,desde o berçário I, onde há crianças de 0 a 18 meses até o maternal II, cuja faixa etária é de 3 até 4 anos.


OBJETIVOS:


*Incentivar os alunos a consumirem alimentos essenciais para que seu desenvolvimento ocorra de forma saudável;
*Fazer com que os alunos reconheçam as frutas,legumes e verduras;
*Alertá-los de forma lúdica e agradável para os riscos do consumo exagerado de doces, balas, refrigerantes e lanches;
*Apresentar à comunidade reciclagem de alimentos como uma forma de alimentação saudável alternativa e econômica;
*Envolver toda a comunidade escolar no processo de formação de hábitos alimentares saudáveis.



DESENVOLVIMENTO:


Para cada grupo(frutas,legumes e verduras) separamos uma semana específica.
Durante a semana das frutas, estas foram enfocadas de várias formas, por meio de histórias, joguinhos, músicas. Da mesma forma os legumes e as verduras foram apresentados.
Também foram utilizadas técnicas de pintura, modelagem, desenhos e confecção de cartazes. As atividades foram fotografadas,bem como as crianças participando das refeições. As fotos foram aproveitadas para a criação de um VCD com uma propaganda sobre alimentação saudável. O vídeo foi apresentado às crianças. Nessa atividade, trabalhamos a importância de uma alimentação saudável e também a identidade dos alunos que gostaram muito de ver suas fotos no vídeo.
Além disso durante todo o projeto, procuramos ressaltar a importância dos alimentos saudáveis e seu consumo habitual,mostrando que o consumo de balas, doces,lanches, biscoitos, refrigerantes, etc,deve ser eventual e equilibrado.


RECURSOS:


CD, DVD, rádio-gravador,máquina fotográfica, livros, encartes de jornais, tintas, argila, giz de cera, grãos de cereais, cola e diferentes tipos de papéis.



ATIVIDADES:

Berçário I:
As recreadoras estimularam os bebês por meio de músicas, figuras, brincadeiras, etc, apresentando as frutas,legumes e verduras e repetindo seus nomes para que as crianças memorizassem e pudessem desenvolver a oralidade pelas tentativas de pronunciar os nomes dos alimentos.
Utilizaram tinta para fazer cartazes onde imprimiram as mãozinhas dos bebês formando figura de alimentos e uma grande mamadeira.

Berçário II:
Os bebês foram estimulados,como no berçário I,por meio de músicas, figuras,brincadeiras e historinhas. As recreadoras apresentaram figuras e legumes, frutas e verduras ao natural, para que as crianças pudessem visualiza-los e ao mesmo tempo ouvir e tentar repetir os nomes dos alimentos. Também foram colocados pratinhos com cenoura e batatas cruas picadas para que as crianças escolhessem e levassem à boca para sentir o sabor desses alimentos. Fizeram também cartazes de frutas legumes e verduras onde imprimiram os dedinhos dos bebês com tinta guache.

Maternais I:
Durante todo projeto as recreadoras contaram histórias, cantaram músicas, fizeram trabalhos de recorte e colagem com encartes de supermercados e aproveitaram os horários de refeição para desenvolver o tema. Utilizaram tintas e vários tipos de papel para fazer composições que resultaram em cartazes. Também fizeram carimbos de legumes para que as crianças imprimissem tinta guache e apresentaram DVDs referentes ao tema.
A creche possui uma pequena horta que foi visitada pelas crianças, enquanto as recreadoras conversavam sobre as plantinhas que nos servem de alimento.



Maternais II:
Os recreadores desenvolveram atividades onde as crianças reconheceram os alimentos, conversaram sobre a importância da alimentação saudável, utilizando uma linguagem acessível. Fizeram atividades em que as crianças puderam degustar alimentos e reconhecer as diferenças entre doce, salgado, azedo, amargo. As crianças foram levadas até a horta, colheram folhas e fizeram colagens, compondo uma grande “salada”. Também simularam um supermercado e uma feirinha. Modelaram vários alimentos utilizando argila e coloriram com tinta guache. Aprenderam músicas, histórias, fizeram cartazes, assistiram DVDs sobre o tema. Também foram estimuladas a falar sobre o assunto.

Todos os maternais ouviram a história “Amanda no País das vitaminas” de Leonardo Mendes Cardoso, Ed. Brasil e depois falaram ao rádio-gravador sobre suas preferências alimentares. Depois ouviram as suas próprias vozes com suas falas. Também assistiram ao clipe
com a propaganda protagonizada por eles sobre a alimentação saudável.




CULMINÂNCIA:

• Exposição de trabalhos das crianças;
• Apresentação de coreografias com as crianças caracterizadas com máscaras de frutas e legumes e aventais;
• Distribuição de panfletos com o valor calórico de alguns alimentos e receitas de papas salgadas para bebês de 6 a 11 meses de idade;
• Distribuição de doce de casca de banana, apresentado como um tipo de alimentação saudável,alternativa e reciclada.



Autora/articuladora do projeto: Márcia Cristina Neves Reis

segunda-feira, julho 16, 2007

Projeto Bairro

PROJETO BAIRRO
CIEP ZUMBI DOS PALMARES
TURMA 9401 – PROGRESSÃO
PROFESSORA: MÁRCIA CRISTINA NEVES REIS


Aproveitando o conteúdo que pertence à disciplina de Estudos Sociais, resolvi criar um projeto que abrange também a leitura e a escrita.
Como a escola atende a uma comunidade extremamente carente, achei por bem não me prender apenas aos tipos de bairro apresentados nos livros didáticos. Resolvi mostrar além desses, os bairros que estão dentro da realidade do dia a dia daqueles alunos e com os quais certamente se identificam muito mais.


OBJETIVOS

*Apresentar aos alunos os tipos de bairro e suas delimitações;
*Levá-los a refletir sobre os problemas de cada tipo de bairro;
*Levá-los a refletir sobre os problemas da comunidade em que vivem e pensar em possíveis soluções;
*Interpretar textos, filmes e letras de músicas;
*Produzir textos individuais e coletivos.



RECURSOS

Livros didáticos, vídeo




ATIVIDADES

Leitura e interpretação de textos, produções textuais individuais e coletivas, interpretação do filme”Orfeu”.



DESENVOLVIMENTO

Apresentação do texto sobre os tipos de bairro e interpretação do mesmo.
Conversas sobre cada tipo de bairro e suas características, bem como reflexões sobre os problemas dos bairros e suas possíveis soluções.
Levando o enfoque para o bairro em que a comunidade escolar estava inserida, fizemos um estudo sobre o que havia de bom ou de mau naquela área.
Os alunos fizeram produções individuais sob o tema “O bairro dos meus sonhos”. Apresentei-lhes o filme “Orfeu” por se tratar de uma história que se passa em uma comunidade carente como a da escola.
Após a exibição do filme, os alunos responderam perguntas de interpretação sobre a trama.
Apresentei a poesia “Se essa rua fosse minha” e propus uma paródia onde os alunos falariam dos problemas da comunidade em uma poesia intitulada”Se esse bairro fosse meu”.
Cada um contribuiu com sua idéia. Depois que a poesia ficou pronta, confeccionei um cartaz e expus em sala de aula.

sexta-feira, junho 29, 2007

PROJETO INVERSÃO DE VALORES NA SOCIEDADE

APRESENTAÇÃO


O projeto foi criado para uma apresentação de uma feira cultural na escola. Primeiro iríamos falar apenas de preconceito, mas com o desenrolar do tema, resolvemos ampliar para os vários tipos e maneiras de inversão de valores éticos e morais.
A turma com a qual eu trabalhava nesta época era uma turma de pré-adolescentes,que aderiu completamente ao projeto, realizando um ótimo trabalho dentro da escola.


RECURSOS
Notícias de jornal, fitas de vídeo, textos, letras de músicas, cartazes, propagandas.


TEMAS ABORDADOS

-BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA – Para eles que moram em área de risco e estão literalmente acostumados a tropeçar em cadáveres vítimas de violência, muitas vezes em frente às portas de suas casas, não foi difícil iniciar uma conversa onde cada um contribuiu com comentários extremamente enriquecedores sobre o assunto.
-BANALIZAÇÃO DASEXUALIDADE – Os adolescentes muitas vezes são incentivados principalmente pelos meios de comunicação a levar uma vida sexual sem responsabilidades e sem vínculos afetivos. O que é pior, sem qualquer tipo de prevenção contra doenças ou gravidez indesejada. O resultado é o que vemos: adolescentes grávidas e muitos jovens contraindo DSTs.
-DESRESPEITO AO IDOSO – A sociedade muitas vezes tende a tratar o idoso como incapaz e sem credibilidade. Aos poucos esta mentalidade está mudando, mas ainda falta muito para se chegar ao ideal.
-DESRESPEITO À MULHER – E o pior é que as próprias meninas aceitam e se divertem com o tratamento desrespeitoso que lhes é conferido principalmente em músicas.
-VALORIZAÇÃO DE ANTI-HERÓIS– É impressionante como as crianças de comunidades carentes ficam fascinadas pelos criminosos. Para elas, esses indivíduos representam o poder e esses meninos desejam ardentemente ser como um deles. Enquanto isso as meninas sonham em crescer e tornar-se mulher de algum criminoso que tenha notoriedade na comunidade.
-DESRESPEITO AOS PAIS, PROFESSORES, AVÓS... – As crianças têm sido bombardeadas de informações sobre seus direitos, mas raramente são avisadas de seus deveres.
-VALORIZAÇÃO EXCESSIVA DA BELEZA EXTERIOR em detrimento do caráter das pessoas..


DESENVOLVIMENTO

Iniciei conversando com eles e explicando-lhes o que são valores éticos e morais e como está ocorrendo a inversão destes valores na sociedade.
Todos estes assuntos foram debatidos por vários dias Após cada debate os alunos produziam textos expressando a que conclusões chegaram sobre os vários temas. Levei também letras de músicas que fazem apologia às drogas e à violência para que eles fizessem interpretação procurando mostrar-lhes as mensagens que estavam escondidas nas entrelinhas das letras daquelas músicas. Na época a T.V. apresentava em horário nobre uma novela onde uma professora saía com seu aluno adolescente, um marido que agredia fisicamente sua mulher, uma neta que desprezava os avós entre várias outras distorções de valores. Gravei um dos capítulos e exibi para os alunos e ao final debatemos e procuramos analisar as situações apresentadas.
Simultaneamente às atividades reflexivas, os alunos iam lendo, interpretando e produzindo textos, confeccionando cartazes e objetos para a ornamentação do nosso stand para a apresentação na feira cultural.
Como a feira durasse o dia inteiro vários grupos de alunos tiveram que estudar textos e treinar para a apresentação do trabalho aos visitantes de nosso stand. Dei a eles o seguinte texto para que estudassem:

“A inversão de valores se dá quando nós passamos a achar certo as coisas que são erradas, só por elas serem comuns. É quando passamos a achar normal as coisas que prejudicam as nossas vidas e a nossa sociedade. Quando convivemos muito com a violência, por exemplo, a gente se acostuma e não fica mais chocado e isso é muito ruim. Não podemos achar isso normal, temos que tentar mudar a sociedade para melhor. Cada um tem que fazer a sua parte.



Existem alguns meios de comunicação que transmitem valores invertidos à sociedade, como alguns jornais, músicas, certos programas de televisão e algumas literaturas. Os que mais prejudicam a sociedade trazendo inversão de valores e idéias preconceituosas são a televisão e a música, pois quase todo mundo assiste televisão e ouve música. A televisão ao invés de levar a sério as campanhas contra a AIDS, apresenta novelas onde as pessoas trocam de parceiros sexuais a toda hora.


Enquanto a sociedade tenta fazer uma campanha pelo desarmamento, a televisão mostra filmes e novelas muito violentos. A música pop e o funk têm algumas letras que incentivam o sexo e a violência e passam valores errados , por exemplo, músicas que incentivam a liberação da maconha como se ela fosse trazer paz; outra que dizem que todo mundo é de todo mundo, incentivando a promiscuidade sexual, ainda a que diz que apanhar não dói, que banaliza a violência contra a mulher e funks que trata a mulher como cachorra e usa outras palavras ofensivas.


Nós não podemos e nem devemos parar de assistir à televisão, ouvir rádio, ler jornal, porque eles nos trazem coisas boas também, como informação, cultura e lazer. Mas precisamos ter o cuidado de separar e analisar o que é bom do que não é. Sempre procurar saber qual o tipo de mensagem que está sendo passada e os efeitos que ela pode causar em nossas vidas e na sociedade.”

sábado, abril 29, 2006

NOVO BLOG

Aos amigos que têm visitado este espaço, informo que criei um novo blog para publicar textos de minha autoria como crônicas, contos, poesias, artigos e histórias baseadas em fatos reais. Deixei este aqui para publicar assuntos relacionados a meu trabalho bem como alguns projetos de leitura e escrita criados por mim. Sendo assim, retirei daqui alguns textos que havia publicado antes e os coloquei no meu novo blog.
Será um prazer receber a visita dos amigos. Visite-o!
www.reflexosdaestrada.blogspot.com

sexta-feira, abril 28, 2006

PROJETO CONTO DE FADAS




APRESENTAÇÃO


Considerando-se que em 2005 comemorava-se o bicentenário de Hans Christien Andersen, criei um projeto baseado em contos de fadas para a turma de ciclo inicial com atividades que visassem favorecer o processo de alfabetização. Conversei com as crianças sobre as histórias que conheciam apresentei-lhes outras, enfim, exploramos o assunto ao máximo e o resultado foi muito positivo.




OBJETIVOS


*Apresentar aos alunos um pouco da história de Andersen,
*Levá-los a refletir sobre os componentes que são comuns à maioria dos contos de fadas,
*Provocar a curiosidade e conseqüentemente, o gosto pela leitura,
*Despertar a criatividade e imaginação,
*Incentivar a produção de textos.



DESENVOLVIMENTO



Iniciei com uma conversa informal sobre as histórias infantis. Perguntei aos alunos quais eram as suas histórias preferidas, quais eram conhecidas, como ficaram conhecendo...
Em seguida falei-lhes sobre um dos autores de contos de fadas, Andersen, e que estávamos comemorando duzentos anos de seu nascimento. Disse-lhes que apesar do tempo passado, as histórias continuam encantando crianças até hoje. Separei umas histórias de Andersen, mas não me prendi apenas a elas. Contei outras também. E assim, a cada dia contava uma história diferente. A cada história apresentada, analisávamos o título, as letras iniciais de cada palavra que o compunha e contávamos as letras.
A primeira delas foi “O Soldadinho de Chumbo”. Contei a história e os alunos refletiram e conversaram sobre ela. Como atividade complementar, fizeram corações de cola colorida onde prenderam flores de papel crepom simbolizando o Soldadinho e a Bailarina no final da história.
Em outra ocasião contei-lhes a história de “Branca de Neve e os Sete Anões”.Estávamos ainda no primeiro bimestre do ano letivo. Entreguei-lhes figuras com cenas da história para que colocassem na ordem certa da seqüência de fatos narrados, colorissem e depois copiassem as frases colocadas no quadro referente a cada figura. Depois montamos livrinhos individuais.
Em outro dia contei-lhes a história de “Chapeuzinho Vermelho” e após conversarmos sobre o aspecto moral da história, sugeri a eles que pensassem em um final diferente para o mesmo conto. Eles criaram coletivamente um novo final. Cada aluno ia dando suas idéias e eu anotava tudo no quadro. Propus também outra atividade: uma dobradura onde fizeram o chapéu da personagem e desenharam o rosto, o corpo e o cenário, após colarem o chapéu em uma folha de papel.
No dia seguinte contei-lhes a história da Bela Adormecida. Coloquei também a cantiga de roda “A linda Rosa Juvenil” para que ouvissem e fizessem um paralelo entre a história e a letra da música. Também aprenderam a brincadeira de roda no pátio da escola.
A história seguinte foi a do “Patinho Feio”. Aproveitei para que estudassem a palavra “pato”. Fizeram ilustrações para a história.
Depois li a história do “Pinóquio”. Fizemos muitas reflexões sobre o comportamento do boneco de madeira, os perigos a que se expunha e resolvemos fazer uma releitura da história. Foi uma produção coletiva onde cada aluno contribuía com sua idéia.
Também li “A Pequena Sereia” e pedi que fizessem dobraduras de peixinhos para organizarmos um cartaz.
Apresentei-lhes também “A roupa Nova do Rei”. A partir daí, propus que criassem o seu próprio conto de fadas coletivamente. Fizemos um estudo sobre os componentes como, princesas, bruxas, reis, o bem vencendo o mal, madrastas, etc.Combinamos democraticamente o que entraria e o que não entraria em nossa história e só aí começaram a criar o enredo. Decidiram que a madrasta não seria má. Curioso também é que não quiseram colocar nenhuma bruxa como vilã, e sim ladrões. Acho que foram influenciados pela atualidade.
Fiz essas oficinas de criação de texto durante uma semana e ao mesmo tempo, em momentos diferentes, logicamente, dei continuidade à prática de contar histórias diariamente. Contei a da “Cinderela”, do “João e o pé de feijão”, “Polegarzinha”.
Quando concluíram a história, parti para as oficinas de ilustração do livro da turma. As crianças fizeram vários desenhos, coloriram e selecionamos alguns. Deram ao conto de fadas o neme de "A Princesa Rosa e os ladrões do reino".
Durante todo o desenvolvimento do projeto, os trabalhos iam sendo expostos em murais na escola.

sexta-feira, abril 07, 2006

PROJETO CORPO SARADO


Aqui está o resumo do projeto que resultou no livro "Corpo Sarado, Uma Aventura na Vila Olímpica". Na verdade está bem resumido mesmo, pois este projeto foi bem grande e cheio de detalhes, mas por aqui dá para se ter uma idéia.

PROJETO CORPO SARADO

Foi realizado um trabalho baseado projeto 'CORPO SARADO' proposto pela escola em parceria com Vila Olímpica.Resolvi lançar mão dos recursos de mídia para desenvolver o trabalho.Após muitas conversas sobre hábitos de higiene, prevenção de doenças e a importância da atividade física para um corpo saudável, ficou decidido que faríamos uma pequena reportagem com entrevistas para saber dos professores da Vila Olímpica como o esporte pode contribuir para a formação do corpo sarado.A turma foi dividida em seis equipes de reportagem, cada uma com três elementos.Primeiro decidimos quem faria o quê: fotografia, entrevista e operação de áudio. Depois escolhemos os professores entrevistados. Partimos então para a Vila Olímpica portando uma câmera fotográfica, um rádio-gravador com microfone embutido e a folha com as perguntas.Os alunos entrevistaram e manusearam os equipamentos com grande entusiasmo.Após a revelação das fotos, audição da fita gravada e digitação do trabalho, os alunos fizeram produções de textos, cada um relatando o que significou para eles a participação nesta experiência. Como os alunos gostaram muito do trabalho, resolvemos expandi-lo. Passaram então a entrevistar os professores do CIEP e outros funcionários como a diretora e coordenadora pedagógica da Vila Olímpica.Fizemos uma exposição das fotos e entrevistas no CIEP.Resolvemos ousar um pouco mais e partimos para as oficinas de produção coletiva de um livro de ficção onde os cenários da história fossem o CIEP e a V.O.


OBJETIVOS

-Conscientizar os alunos da importância da atividade física
-Levá-los a conhecer e a utilizar equipamentos normalmente usados pela mídia
-Trabalhar a leitura e a oralidade
-Valorizar o trabalho em equipe
-Incentivar a produção de texto com o relato da experiência

PROJETO BRINCAR NA RUA


BRINCAR NA RUA

Tarde?
O dia dura menos que um dia.
O corpo ainda não parou de brincar
E já estão chamando da janela:
É tarde.
Ouço sempre este som: é tarde, tarde
A noite chega de manhã?
Só existe a noite e seu sereno?
O mundo não é mais depois das cinco?
É tarde.
A sombra me proíbe.
Amanhã, mesma coisa.
Sempre tarde antes de ser tarde.

(Carlos Drummond de Andrade)


BRINCAR NA RUA (PROSA)
Era uma vez umas crianças que adoravam brincar na rua.Eles jogavam bola, soltavam pipa, pulavam corda, amarelinha,pique, todas as brincadeiras que se possa imaginar...Só que todos os dias, quando a brincadeira começava a ficar legal...Apareciam as mães dizendo: é tarde, está na hora de ficar em casa. O jeito era entrar e esperar pelo dia seguinte!

APRESENTAÇÃO
Foi feito um trabalho para celebrar o centenário de Carlos Drumond de Andrade com Educação Infantil de maneira acessível e agradável, tendo em mente que o objetivo principal não é fazer uma profunda reflexão sobre a vida e a obra do autor, já que a faixa etária não permite, mas introduzí-los gradativamente no mundo da poesia para que desde já , comecem a familiarizar-se com a linguagem poética.O uso do gravador para que os alunos ouvissem a própria voz foi feito, primeiro com o objetivo de quebrar a barreira da inibição para que depois fossem entrevistados com perguntas formuladas dentro do contexto da poesia "Brincar na Rua". Nessa atividade também foi possível trabalhar a identidade, já que cada um ouvia e percebia a sua própria voz, bem como no fato de fotografá-los brincando para que percebessem cada um a sua imagem.Usando um texto em prosa para que pudessem entender melhor o significado da poesia e registrar suas falas criando uma produção de texto coletivo, fechou-se a questão da convergência de mídia, com a criação de um pequeno livro.Com seus desenhos e pinturas expostos na sala de aula bem como o texto original de Drumond e a prosa baseada na poesia, o trabalho foi concluído com a consciência de que houve efetiva participação, envolvimento e inclusão de cada aluno da turma.

OBJETIVOS
-Oportunizar aos alunos os primeiros contatos com a linguagem poética apresentada no texto deDrummond
-Resgatar as brincadeiras infantis como um dos aspectos da cultura popular
-Ressaltar a importância do respeito aos limites impostos pelos pais
-Estimular a expressão artística através da pintura a partir do tema proposto: brincadeira de rua
-Trabalhar a identidade apresentando equipamentos utilizados pela mídia ( gravador, câmera fotográfica, livro).

DESENVOLVIMENTO:
Em primeiro lugar, apresentei-lhes a poesia de Carlos Drummond, dizendo-lhes que a poesia é um jeito diferente e mais bonito de dizer alguma coisa. Falei-lhes superficialmente sobre a vida de Carlos Drummond e que em 2002 seria celebrado o centenário de seu nascimento. Como eram alunos muito pequenos, criei um texto em prosa para que entendessem melhor a poesia. Depois pedi a eles que recontassem oralmente a história e registrei em um bloco criando assim um texto coletivo. Os alunos também fizeram desenhos para ilustrar a história e os expusemos em sala de aula.No dia seguinte com o auxílio de um rádio-gravador, entrevistei-os perguntando nome, idade, se brincam ou não na rua e por que. Os alunos adoraram a atividade, alguns ficaram tímidos, mas aos poucos iam perdendo a inibição. Ficaram entusiasmados ao ouvir a própria voz no gravador.Fizeram pipas de recorte e colagem e depois as decoraram com cola colorida e colocamos no mural.Em seguida levei-os ao parquinho e ensinei-lhes algumas brincadeiras de rua que atualmente quase não se usam mais. Depois os fotografei brincando e após revelar as fotos, coloquei-as no mural.Também fizeram colagem, um mosaico com papel glacê dentro de um círculo, simbolizando uma bola. Para terminar, fiz uma associação do poema com a música do grupo molejo “Brincadeira de Criança”, criei uma coreografia e os alunos apresentaram para toda a escola.

quarta-feira, abril 05, 2006

PROJETO ALERTA ÁGUA


Este livro é resultado do projeto "Alerta Água" onde procurei mostrar aos alunos tudo relacionado à água, inclusive as lendas brasileiras que têm como cenário o ambiente aquático. Eles então juntaram a Iara e o Boto numa história bem divertida. A seguir um resumo do projeto que pode ser adaptado à turma e à idade dos alunos.
OBJETIVOS:
*Apresentar aos alunos um pouco da vida dos animais aquáticos;
*Levá-los a refletir sobre a importância da água para o homem e os demais seres vivos;
*Mostrá-los que a água se apresenta de três formas na natureza;
*Ressaltar a importância de manter limpos os rios e os lagos;
*Conscientizá-los que é preciso preservar rios e mananciais, bem como economizar água no dia a dia sob pena de vir a faltar água no planeta futuramente.
RECURSOS:
Livros didáticos, literatura infantil, vídeos, desenhos, cartazes, revistas, textos diversos.
DESENVOLVIMENTO:
Durante todo o projeto os alunos foram lembrados sobre a importância de se economizar água no dia a dia sob pena de vir a faltar água no futuro.Iniciei o projeto com uma conversa sobre os animais aquáticos e na ocasião os alunos coloriram folhas mimeografadas com desenhos de animais aquáticos.Também mostrei alguns animais que confeccionei com garrafas PET (peixe, camarão, polvo, siri, ostra, tartaruga marinha e estrela-do-mar ) e aproveitei para falar um pouco sobre reciclagem.Pedi que trouxessem garrafinhas para que eu fizesse o polvo ou a tartaruga, de acordo com a escolha do aluno.Exibi o vídeo “Procurando Nemo” da Disney Pixar para a turma ter uma idéia da biodiversidade marinha e das correntes marítimas.No segundo dia, narrei a história “A sementinha” que fala sobre a necessidade que as plantas têm de receber água e calor para que ocorra a germinação. Finalizei com a montagem feita de desenho,origami, pintura a lápis e hidrocor e colagem.Na etapa seguinte, contei a história “Plim, a gotinha” que explica de forma simples e acessível o ciclo da água na natureza. Os alunos fizeram colagem de nuvens e rios com papel crepom esquematizando o ciclo da água.Dando continuidade ao projeto, apresentei os desenhos de uma baleia e de um camarão. Embaixo de cada desenho coloquei os respectivos nomes. Perguntei-lhes com quais letras começam e terminam cada palavra.Depois fiz com que contassem as letras de cada uma das palavras.Mandei que apontassem a que tinha mais letras e a que tinha menos. Lembrei-lhes que os animais aquáticos são aqueles que vivem na água e os fiz saber que baleia não é peixe e sim um mamífero.Fizeram exercícios mimeografados ligando as palavras baleia e camarão aos desenhos e cobriram as palavrinhas pontilhadas.Para que entendessem melhor a questão dos estados físicos da água, usei como exemplo as panelas com água fervente para que pensassem no vapor e mostrei uma garrafinha com água congelada para exemplificar o estado sólido. Conversei sobre as geleiras e a neve em lugares distantes daqui e lhes falei superficialmente sobre a era glacial para em seguida exibir o filme “A era do gelo”.Aproveitando o Dia do Índio falei sobre o cuidado que o índio tem com a natureza e os rios e contei-lhes a história “O Belo Riozinho”que fala sobre a poluição dos rios. Cada aluno fez um desenho retratando um rio poluído e um rio limpo.Iniciando a conversa sobre as utilidades da água, li para os alunos o livro “Por que economizar água?” e em seguida os alunos listaram as formas que utilizam água no dia a dia. Depois, fizeram desenhos sobre o assunto e montamos um cartaz.Para aproveitar o tema Descobrimento do Brasil, falei-lhes sobre as navegações e os meios de transportes marítimos em geral. Aproveitei também para conversar sobre os esportes praticados na água. Os alunos fizeram barquinhos de dobradura.Para exemplificar a água como inspiração de lendas do folclore brasileiro, contei-lhes as lendas do Boto e da Iara. Em seguida pedi que criassem um texto onde entrassem os dois personagens.Finalizando o projeto narrei a história “O Sonho de Tati” criada por mim para que imaginassem o futuro do planeta Terra se a água vier a faltar. Conversamos,fizemos reflexões e concluímos que o melhor que podemos fazer é começar a preservar desde já.

PROJETOS



Desde 2005 trabalho na Escola Municipal Pires e Albuquerque. Trabalhei também na Escola Municipal Amapá e no CIEP Dom Oscar Romero. Em todas estas escolas realizei vários projetos de leitura e escrita utilizando instrumentos da mídia como recursos. Todos os meus projetos culminam com produções de textos individuais e/ou coletivos. Tenho vários livros produzidos com os alunos. Na E.M. Pires e Albuquerque, trabalhei Contos de Fadas, para homenagear o bicentenário de Andersen, o que resultou no livro "A Princesa Rosa e os Ladrões do Reino".Também trabalhei o projeto "Alerta Água...Pensando no Futuro" e estou dando continuidade ao mesmo neste ano de 2006. Também criei o Blog cujo endereço é: http://www.pires2006.turma303.zip.net/, onde os alunos estão publicando seus trabalhos. Na Amapá trabalhei o tema "Violência" e projetos da revista Época. No Dom Oscar Romero Trabalhei o projeto "Quem plantar a Paz, vai colher Amor", que era o projeto político pedagógico do CIEP. O resultado foi o livro "Para Pedro Pede Paz". Também tenho livros e textos de minha autoria que posteriormente publicarei aqui.

sábado, abril 01, 2006

Meu trabalho no CIEP ZUMBI DOS PALMARES



Trabalhei no CIEP Zumbi dos Palmares de 1999 até 2004. Lá realizei vários projetos interessantes na área de educação, atuando como professora de várias turmas naquela escola situada em uma comunidade extremamente carente. Além da produção do livro "Corpo Sarado, Uma Aventura na Vila Olímpica", que resultou de um trabalho de pesquisa onde os alunos assumiram o papel de repórteres com direito a equipes de reportagens, também participei do projeto "Carta Animada Pela Paz". O projeto da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro produziu um desenho animado, o "Simplesmente Acari" com participação de alunos e professores da rede. Chegamos a participar de festivais internacionais e do BR2002, aqui no Rio. Na ocasião estivemos bastante em evidência, chegando a gravar entrevistas e aparecer em programas jornalísticos da Rede Globo.

domingo, março 12, 2006

PREFEITO CÉSAR MAIA RECEBE EXEMPLAR DO LIVRO "CORPO SARADO"


Em visita à Vila Olímpica Clara Nunes o prefeito César Maia recebeu de nossas mãos um exemplar do livro"Corpo Sarado, Uma Aventura na Vila Olímpica", texto coletivo produzido pela turma de progressão do CIEP Zumbi dos Palmares em 2003, do qual eu coordenei as oficinas para a produção do mesmo.

domingo, março 05, 2006

RECONHECIMENTO



"Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus."(I Pedro 4:10)
É Deus quem nos capacita e o retribuímos, procurando fazer da melhor forma possível tudo o que nos cair às mãos para fazer. A Ele seja toda a honra, pois dEle procede todo o tipo de sabedoria.Temos que descobrir o que cabe a cada um de nós fazer para que a sociedade se torne um pouco melhor. Acredito que todo ser humano tem virtudes a serem cultivadas e colocadas em prática a favor de seu próximo. Se cada um de nós fizesse a sua parte teríamos um mundo mais justo.

quinta-feira, março 02, 2006

Desenhos no refeitório


Já deu para perceber que adoro desenhar,não é? Olha os desenhos que fiz nas pilastras do refeitório.

quarta-feira, março 01, 2006

BRASIL 500 ANOS


Fiz este painel com tinta óleo no CIEP Zumbi dos Palmares no ano 2000, quando comemoravam-se os quinhentos anos do descobrimento do Brasil.

CONSCIÊNCIA CRÍTICA

Eu acredito na educação como um dos fatores transformadores da sociedade. Tudo o que queremos é uma sociedade mais justa e cidadãos conscientes não só de seus direitos, mas também de seus deveres.
Fala-se muito em formação da consciência crítica no educando. Que ótimo, todos, ou quase todos, estamos nos empenhando nisso. Mas... e depois? Será que é só isso? De que adianta formar consciência crítica se não os incentivarmos a buscar caminhos de mudança? Vão passar o resto de suas vidas apenas criticando, pois foi o que fomos capazes de formar neles: a bendita consciência crítica. Serão infelizes, revoltados e em nada contribuirão para a sociedade, pois só o que saberão fazer é criticar.
É preciso mostrar aos jovens que existem novos horizontes. Que eles precisam e muito ter senso crítico, sim, mas que não podem cair em conformismo , têm que armar-se de recursos para sair em busca de uma sociedade melhor. E não é só na escolha de governantes, mas também na escolha do próprio projeto de vida.
A nossa luta é desigual, pois muitas vezes até a mídia se faz adversária, invertendo valores éticos e morais. Muitas vezes os bandidos são transformados em heróis e muitos acham que não vale a pena ser "do bem".
A família que deveria ser nossa aliada, na maioria das vezes se omite. Ultimamente o que vemos é que as famílias têm deixado para a escola toda a responsabilidade de educar seus filhos, quando na verdade o papel principal deveria ser delas. Só que essas famílias geralmente são formadas de maneira inconsequente, com meninas-mães, que mal têm condições de cuidar de si mesmas e já se vêem com a responsabilidade de educar(?) uma criança.
Muitas crianças e jovens chegam à escola confusos e sem referenciais e crescem sem perspectivas de mudar a própria sorte, que dirá a sociedade! Tornam-se adultos revoltados e incapazes.Não têm forças e nem vontade lutar por um futuro melhor. Na melhor das hipóteses conformam-se com a vida e tentam ser felizes procurando ignorar a sua real situação.
Precisamos mostrar que existe vida além dos barracos da favela. Que o tráfico de drogas não é a única alternativa para suas vidas. Temos que lhes dar exemplos de pessoas que romperam com as dificudades e foram bem-sucedidas.Temos que incentivá-los a desenvolver seus talentos e habilidades e criar neles o desejo de lucrar com o que têm em si. É necessário que experimentemos novas formas de educá-los onde eles sejam agentes da própria aprendizagem e sintam o quanto são importantes. Precisamos apostar no resgate da auto-estima e buscar formas de tornar a escola um ambiente agradável e a aprendizagem o mais prazerosa possível. É preciso também que sejamos realistas e mostremos que as coisas não acontecem, simplesmente. Que nada é fácil, principalmente para quem vem de origem humilde, mas que não devem desistir diante dos primeiros obstáculos, pois só vencem os que sabem lutar.


Márcia C. Neves Reis

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Oficina de Desenho Animado


Esta foi uma das oficinas que participei para a produção de desenho animado. Eu e uma equipe de professores da rede municipal juntamente com alunos, aprendemos técnicas de animação. O resultado foi o curta "Simplesmente Acari", com roteiro e desenhos criados pelas crianças de três escolas da região. Este projeto chama-se "Carta Animada Pela Paz", uma iniciativa da Multirio, que posteriormente produziu outros curtas, recebendo inclusive prêmios em festivais internacionais. Eu estou de blusa preta, em pé, na foto.

O livro que a turma de progressão do CIEP produziu sob minha orientação



História criada coletivamente sob minha orientação por alunos de uma turma de progressão, adolescentes que estavam com a idade defasada em relação à série ou período escolar. Na época as idades destes alunos variavam entre doze e dezesseis anos.
Clique aqui e escolha a sua no Site TonyGifsJavas.com.br